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Aquele com o amor
Nos últimos dias, venho aprendendo algumas coisas sobre o amor e todo o peso que essa palavra carrega. Na verdade, alguns acontecimentos fizeram mudar o meu jeito de encarar esse sentimento e tentar entendê-lo mais amplamente. Sim... é um texto pessoal, que em tantos outros momentos, me abdiquei a fazer. Talvez pela ausência das palavras certas ou simplesmente pelo desejo de sucumbir às delicias da paixão, pura e simples.
Na verdade, não sei exatamente quando e onde quero chegar. Nem sei se quero chegar. Mas, percebi que tudo acaba chegando pra gente com aquele cheirinho de novidade e frescor dos ventos de outono. Dia desses, sentado na beira de uma calçada, observava as pessoas, que sempre necessitavam de outras pessoas, que precisavam de outras. E quando dei por mim, por mais consciente que estivesse, havia me tornado observador de mim mesmo e vi, que de certo modo, não havia mais controle.
Não havia controle, porque havia vida. Uma vida inconstante e um coração doído, que teimava em bater. Bater por quê? Por quem? Bater por um amor sujo, que cheirava à traição? Por amor vazio e encoberto por uma névoa fria? Por um amor abstrato, que jamais se concretizaria? Não... se ele persistia em bater seria por algo mais avassalador ou por alguém que realmente valesse a pena.
Dizem que o amor tudo vê. Mas, não é bem assim. O amor não enxerga as meias verdades que insistimos em acreditar. Ele não percebe as armadilhas que colocamos em nosso próprio caminho. Todavia, é o amor que nos faz sentir plenos, que enche os nossos peitos e nos faz querer ser algo pra alguém. Não necessariamente amantes e nem correspondidos. Quando se ama, tanto faz! Tanto faz se a pessoa amada sofre por outra, se os dias chuvosos não passam e se o céu não mostra aquele azul bem vivo. O importante é que você vive por alguém e para alguém. E não faz diferença se você o consola por um amor frustrado ou o ajude a encontrar alguém que o satisfaça. O que importa é estar ali, do lado. Em qualquer momento, esperando a certeza de que esse alguém será feliz.
Por isso, acredito que o amor seja um dos sentimentos mais altruístas, já que renega qualquer egoísmo. Afinal, quando se ama, você automaticamente se transfere a um emaranhado de sensações e dificilmente se desprende dele. O amor nem tudo pode, mas pode querer com vastidão. O amor não se cria, mas é cultivado a cada sorriso, a cada esperança e, porque não, a cada dor. Para o amor não há tempo, mas ele espera pacientemente. O amor não anseia para ser vivido. Ele simplesmente está aí, pronto para quem quiser amar.

Escrito por Thiago Andrade às 20h52
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