Zapeando
 

Sete pecados

 

Hoje, estou com aquela vontade de abusar das possibilidades. Ao abrir os olhos pela manhã, apesar daquela preguiça e falta de raciocínio matinais, senti falta de algo. Mas, isso me permitiu de certa forma desenvolver um lado aventureiro que jamais houve. Então, percebi que nunca havia passado pela minha cabeça escalar uma montanha. Nunca fui de atividades fisicas pesadas. Portanto, não pensem que esta montanha teria um espaço físico. Era algo mais particular, mais intimo.

Antes, imaginava que meio mundo me separava dos meus desejos. E percebi que essa montanha impedia que o meu ID (índice de desejo) desatasse os nós da razão. Pelo menos, até hoje de manhã. Logo pensei: nada pode me impedir. Estava mais do que disposto a megurlhar numa dimensão de experimentações que o mundo me oferecia. Queria ser bonitinho, mas ao mesmo tempo ordinário. Queria me purgar das paixões e deixar que o meu mais novo instinto me guiasse.

De cabeça, entrei no mundo dos pecados. Apreciando cada momento com uma gula inexplicável. Senti um tesão pela vida. E entendi que um pouquinho de luxúria não faz mal a ninguém. Deixei que a libido pela vida se revelasse. E aí, percebi que a minha existência, até então comedida, não tinha saído do negativo embalado, esperando pra sofrer os processos químicos. Depois de tal constatação senti uma ira. Talvez até um certo remorso. Depois de tudo, lembrei-me do que havia faltado ao acordar. Faltou pensar em você. Sequer recordei da sua vaga existênicia. Será que foi a preguiça? Será que já não era tão avarento e comecei a abrir mão de você?

Entretanto, não se pode abrir mão de algo que nunca se teve. E tudo ficou mais claro, como se de repente, meus olhos não ficassem mais embaçados e tudo era visto de forma nítida. O meu amor platônico por você era só mais um objeto de consumo da minha soberba. Afinal, você tem uma beleza tão comum, um sexo tão comum, defeitos tão comuns e, principalmente, fraquezas tão comuns. Não existia mais aquela criatura que eu havia endeusado nos meus pensamentos mais secretos. A visão romântica que tinha se perdeu com a decepção. Sim, decepção. Me decepcionei comigo mesmo por ter me deixado envolver por alguém comum. Baixei a guarda pra sua lábia, para os seus agrados que não significaram nada na minha vida.

Agora, deixei um último pecado para o fim destas palavras, a vaidade. Foi ela, através do espelho, que me fez ver que nós jamais ocuparíamos o mesmo reflexo. Na verdade, nunca existiu o nós, nem eu e você. O que existiu e continuará a existir é só uma montanha separando duas metades do mundo.

 



Escrito por Thiago Andrade às 11h11
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